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Para além das insinuações de que a vida literária está mais para festa do que para livros, matéria da Piauí de setembro 2011 traz um breve histórico dos eventos literários no país.
Mesmo as noites de autógrafos parecem uma forma de lançamento adaptada da experiência européia (essa teria sido uma novidade sugerida para o lançamento de Depois do Sol, livro Ignácio de Loyola Brandão (1965) por Caio Graco, da editora Brasiliense), popularizando a prática de lançamentos no país.
“Paralelamente, feiras literárias começaram a se tornar comuns no país, num movimento que já se insinuava havia décadas. Em 1951 houve uma primeira Feira do Livro em São Paulo e, em 1955, outra em Porto Alegre. Em 1961 a Câmara Brasileira do Livro (CBL) criou um protótipo da Bienal do Livro de São Paulo, projeto que só se sedimentaria a partir de 1970”.