"Entre galpões com ferramentas enferrujando nas prateleiras, túneis sem ninguém, água acumulada em velhas crateras, sou levada para conhecer o “rejeito”. O “rejeito” nada mais é que o lugar onde depositavam tudo que era extraído das minas e que não servia para nada, o equivalente a 99% de toda a matéria (somente 1% era cobre). Caminhamos. Primeiro aparecem os eucaliptos e, entre os troncos finos, se adivinha alguma coisa arenosa. Cruzo o arame farpado e de repente estou de frente para um deserto a perder de vista, onde há 150 anos nada foi capaz de crescer. Uma das coisas mais assustadoras que eu já vi."