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Hasteando a bandeira da divulgação do livro e do incentivo à leitura, a maioria das Feiras e Bienais tem conseguido expandir-se (Bienal do Livro de Recife, está criando uma itinerância para Petrolina, já a Fagga foi incorporada ao grupo multinacional GL Events, que administra o Riocentro, onde ocorre a Bienal do Rio e já assumiu a realização das bienais do Amazonas, da Bahia e de Minas). Essas empresas contam com a aprovação em leis de incentivo federais e estaduais e de um bom plano de comunicação na hora de apresentar os projetos para empresas patrocinadoras, mas diante do volume de recursos, ainda são poucas as contrapartidas oferecidas: distribuição de um livro por criança, cheques para aquisição de livros pelos professores (muitas vezes subsidiados pelo governo Estadual ou Municipal) e entrada franca, em alguns casos, além da onipresente visitação escolar (restrita a transporte e monitoria, e que não raro é cobrado dos alunos).
Fala-se muito em Economia da Cultura, sem que no entanto se estabeleçam métricas e metas para série história ou aferição de resultados de projetos culturais financiados com dinheiro público. O que resta do investimento desses grandes eventos?
Casos como o de Passo Fundo que utilizam o evento como instrumento de formação ainda são raros. A Flip, através da Flipinha é outro exemplo de projeto que desenvolveu um projeto educativo em paralelo e de continuidade.
Outros exemplos de ações estruturantes que poderiam ser incluídos nesses eventos podem ser encontrados no Mapa de Ações do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) do Governo Federal. Um exemplo bem sucedido é o projeto de Agentes de Leitura do Ceará, que vem sendo replicado por vários estados e em editais do MinC.
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